Associados Abit têm destaque no Índice de Transparência da Moda Brasil 2018

11/10/2018

A primeira edição brasileira do Índice de Transparência da Moda, que foi divulgado no dia 11 de outubro, em São Paulo, mostra que empresas associadas à Abit tiveram boa pontuação. Entre elas, destaque para C&A e Malwee (marca do Grupo Malwee) que alcançaram os melhores resultados: 53% e 51% dos pontos, respectivamente. O relatório traz a avaliação de 20 marcas e varejistas da moda selecionadas de acordo com critérios de diversidade setorial e representatividade no segmento de atuação. A pontuação geral média foi 17% ou 41 de 250 pontos possíveis. 

O principal indicador da pesquisa é a transparência da indústria e as marcas são pontuadas de acordo com a forma que comunicam suas atividades ligadas à responsabilidade socioambiental ao público. Para compor o resultado, o índice avalia a disponibilidade de informações oferecidas pelas empresas em cinco categorias: “Políticas e Compromissos”, “Governança”, “Rastreabilidade”, “Conhecer, Comunicar e Resolver” e “Tópicos em Destaque”. 

Rafael Cervone, pres. Emérito da Abit, prestigia lançamento do relatório

“Diante da expectativa crescente da sociedade em ampliar o conhecimento sobre o processo produtivo e as práticas ligadas à fabricação dos bens e serviços que consumimos, entendemos a transparência como elemento de grande relevância na prestação de contas aos consumidores e que deve ser incorporada na estratégia de negócio das empresas. Além disso, a transparência permitirá uma maior participação de cada indivíduo nas mudanças que queremos para uma moda cada vez mais justa e sustentável. Nesse sentido, vemos o índice de transparência como uma possibilidade de reconhecimento das marcas que divulgam sua política de compliance e também como um estímulo para que outras empresas publiquem mais suas práticas de controles ambientais, sociais e de ética. É uma iniciativa positiva que deve ter caráter educador. O importante, já que a globalização integra numa mesma cadeia de valor diferentes países, é que a transparência seja uma regra universal e não uma cobrança localizada”, comenta Fernando Pimentel, presidente da Abit.

O Índice é um grande incentivo para marcas prestarem contas e conquistarem a confiança do público, ao tornarem-se mais transparentes, éticas e preocupadas com os impactos socioambientais de suas práticas. “Ter uma das marcas da companhia avaliada e bem posicionada no Índice de Transparência da Moda Brasil 2018 mostra que estamos no caminho e reflete o posicionamento que é adotado pelo Grupo Malwee na gestão de todas as suas marcas. Mas os nossos desafios continuam e a nossa responsabilidade só aumenta, com o compromisso de fazer da moda um agente importante de transformação”, afirma Guilherme Weege, CEO do Grupo Malwee. 

Aron Belinky, coordenador da equipe de pesquisas da FGVces que atuou no projeto, ressaltou o potencial do relatório como catalisador de mudanças: "Esperamos que a primeira edição do ITM Brasil encoraje as empresas locais a comunicar a forma como gerenciam os seus negócios e os impactos de suas operações, e também a abrir o diálogo com seus públicos de interesse. Que iniciativas como essa sirvam de modelo e inspiração a outros setores da economia brasileira, com desafios tão abrangentes quanto os da indústria da moda". 

A gestora do projeto e diretora educacional do Fashion Revolution Brasil, Eloisa Artuso, explica que há ainda um longo caminho do setor rumo à transparência. "As informações sobre as cadeias de fornecimento ficam frequentemente escondidas nos sites, hospedadas em sites externos, em relatórios anuais de mais de 300 páginas ou simplesmente não estão disponíveis. Como é possível tomar melhores decisões sobre o que compramos, quando a informação é totalmente ausente ou apresentada de maneiras tão variadas e difusas?". 

O estudo, que começou em 2016 como uma inciativa do Fashion Revolution global, teve a sua terceira edição publicada em abril de 2018, com a análise de 150 marcas de moda internacionais que obtiveram uma pontuação geral média de 21% (52 de 250 pontos possíveis. Agora, a versão brasileira foi promovida pela equipe do Fashion Revolution Brasil em parceria com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGVces) e com a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex). A iniciativa é financiada globalmente pelo Instituo C&A.





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