Aumento do preço mínimo do frete prejudica indústria têxtil e de confecção brasileira

07/06/2018

A Abit se posiciona contrária ao estabelecimento de uma tabela com preços mínimos para o transporte de cargas. A medida do governo, regulamentada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) causará prejuízos às empresas do setor têxtil e de confecção, além de atingir a produção e causar desemprego.

O novo tabelamento trará danos também ao consumidor final, já que os produtos ficarão mais caros para ressarcir os gastos com o acréscimo no valor do frete. De acordo com a Associação, a mudança custará cerca de R$ 3,5 bilhões ao ano a mais aos produtores têxteis e de confecção. Hoje, o setor já desembolsa R$ 7 bilhões anualmente com envio de cargas.

A medida também fere a constituição e vem contra o livre mercado, fazendo com que o País retroceda no tempo. “É uma questão anacrônica e inconstitucional. Irá gerar menos investimento, menor produção e oferta. No final, o caminhão vai ficar parado. Devido à queda na movimentação produtiva”, analisa Fernando Pimentel, presidente da Abit.

Recentemente, a greve dos caminhoneiros, que durou 10 dias, gerou perdas estimadas em R$ 2 bilhões às companhias da cadeia têxtil e de confecção. A indústria ainda foi impactada com a redução da alíquota do programa Reintegra, que reduz impostos cobrados nas exportações, e com a reoneração da folha de pagamento.

A Abit endossa o posicionamento da CNI, que pode ser lido na íntegra aqui.





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