Moda representa 40% da intenção de presentes para o Dia dos Namorados
11/06/2026

O Dia dos Namorados, que movimenta significativamente as vendas e impulsiona a economia, é a quarta data comemorativa mais importante para o comércio varejista brasileiro, atrás apenas do Dia das Mães, festas de final de ano e Black Friday. Para o setor da moda, a ocasião representa uma importante oportunidade de negócios, já que itens como roupas, moda íntima, calçados e acessórios estão entre as opções preferidas dos consumidores para presentear.
De acordo com estimativas do setor, os itens de moda representam entre 35% e 40% das intenções de presente, consolidando o vestuário como uma das categorias mais beneficiadas pela data especial. A ampla variedade de produtos, a diversidade de faixas de preço e as opções voltadas a diferentes perfis de consumidores contribuem para esse desempenho.
Por trás das vendas do Dia dos Namorados, existe um planejamento antecipado das fábricas. As coleções são entregues ao varejo com pelo menos 60 dias de antecedência, permitindo a organização dos estoques e a preparação das vitrines para a data. "Quando o consumidor começa a procurar um presente para uma pessoa especial, toda a cadeia produtiva já trabalhou para garantir que os produtos estejam disponíveis no mercado", afirma Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).
Além do apelo emocional característico da celebração, o Dia dos Namorados coincide com o início da temporada de inverno no Brasil, favorecendo a renovação das vitrines e a introdução das novas coleções. A combinação entre a data comemorativa e a mudança de estação cria oportunidades para a comercialização de peças de maior valor agregado, especialmente quando as condições climáticas favorecem o consumo de produtos típicos do período.
Outro fator importante é a decisão de compra próxima à data. Segundo pesquisas de mercado, uma parcela relevante dos consumidores brasileiros escolhe o presente poucos dias antes da comemoração e parte deles realiza a compra no próprio Dia dos Namorados. Diante desse cenário, o comércio precisa estar preparado para responder rapidamente ao aumento da demanda.
Além de impulsionar as vendas, o período também fortalece as estratégias omnichannel, que integram os canais físicos e digitais. Cada vez mais, os consumidores pesquisam na internet antes de concluir a compra em uma loja física. Nesse contexto, as redes sociais desempenham papel estratégico na divulgação de ofertas e no relacionamento com o público, enquanto a personalização de produtos e da experiência de compra consolida-se como um importante diferencial competitivo para atrair e fidelizar clientes.
Em 2026, o Dia dos Namorados e o inverno ganham ainda mais destaque com a proximidade de outros eventos importantes para o consumo, incluindo as festividades juninas e a realização da Copa do Mundo. No caso das festas de São João, os impactos são especialmente relevantes na Região Nordeste, onde os eventos promovidos por municípios atraem milhões de pessoas e estimulam a venda de vestuário típico e a renovação do guarda-roupa para participação nas celebrações.
Embora seja difícil mensurar com precisão o impacto econômico de cada segmento relacionado às festas juninas, há expectativa de aumento da demanda por tecidos, estampas e produtos associados às manifestações culturais do período. “Quanto aos efeitos da Copa do Mundo, tendem a ser mais perceptíveis em categorias ligadas ao vestuário esportivo e aos artigos temáticos”, avalia Pimentel.
A combinação dessas datas reforça o mês de junho como um dos períodos mais importantes para o comércio e para a indústria da moda. É uma conjunção de fatores que amplia as oportunidades de negócios e estimula o consumo em diferentes segmentos do mercado.