Jornada de trabalho requer debate técnico e foco na competitividade

13/02/2026

Carteira de Trabalho

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) manifesta preocupação e sua discordância com propostas de mudança ampla na jornada de trabalho sem a devida avaliação técnica de seus impactos econômicos. Esse debate precisa ser conduzido com base em critérios objetivos de produtividade, inserção internacional, crescimento do PIB e geração de empregos de qualidade. A discussão do tema não é objetivamente construtiva no contexto de um ano eleitoral, que dificulta análises equilibradas sobre efeitos na inflação, no investimento e no emprego.

A entidade entende que o melhor caminho para abordar a jornada de trabalho é a negociação coletiva entre empregadores e trabalhadores, que já vem ocorrendo no País e permite respeitar as especificidades de cada setor e região. Atividades intensivas em mão de obra, como a têxtil e de confecção, já enfrentam forte concorrência de importados produzidos sob regras menos exigentes. Mudanças que elevem custos sem ganhos de produtividade tendem a ampliar essa desvantagem, reduzindo a competitividade e a capacidade de criar empregos formais.

Dado o forte impacto econômico de uma eventual redução da jornada, a Abit defende que decisões sobre o tema sejam precedidas de amplo diálogo e fundamentadas em evidências técnicas. Tal cuidado é essencial para preservar o potencial de crescimento sustentável do PIB e da indústria brasileira.