Moda que inclui: veja as iniciativas para torná-la cada vez mais próxima

06/02/2018

A importância da divulgação da moda inclusiva, que abarca tanto portadores de deficiências, quanto todo tipo de diversidade, é uma questão crucial para a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (São Paulo), que realizou um encontro com a imprensa e parceiros no dia 30 de janeiro, na sede do órgão. Na oportunidade foram apresentadas as ações e estratégias do Centro de Tecnologia e Inovação (CTI).

Daniela Auler explica iniciativas para divulgação da Moda Inclusiva em evento para imprensa e parceiros

Mais de 45 milhões de pessoas são portadoras de alguma deficiência no Brasil, de acordo com o IBGE. Essa massa crítica trabalha, estuda, vive, consome e utiliza peças de vestuário. Entretanto, ainda são poucas as iniciativas voltadas para isso. Marcas como Vestindo Bem, Adaptwear e Lado B têm o assunto mapeado e atuam com roupas adaptadas.  Pensando em como atender a demanda esse público, Daniela Auler, responsável pelo setor de Moda Inclusiva do CTI, criou o concurso que leva o mesmo nome do departamento que coordena. A iniciativa chega à 9ª edição em 2018 e premia estilistas que criam roupas com design funcional que facilitem a vida destes grupos e desate nós que se tornam uma verdadeira batalha para quem possui algum tipo de necessidade especial.  “Queremos que as marcas se conscientizem que a Moda Inclusiva é desenvolvida para ser usada por qualquer um. O conceito é focado na diversidade humana, pensado para facilitar o cotidiano das pessoas com deficiência, mas que acabam atendendo a sociedade em geral”, afirma Daniela.

Entre as criações premiadas está a jaqueta confeccionada em denim com placas que captam energia solar de maneira propulsora para cadeiras motorizadas. Outra ideia foi a de uma jardineira com abertura lateral e com botões magnéticos, facilitando o uso para quem possui mobilidade reduzida em algum lado específico do corpo. “São alterações engenhosas, porém que não custam tanto para quem as desenvolve. Por exemplo, os captadores solares utilizados para transmissão da jaqueta custam aproximadamente R$ 30”, destaca Auler.  Ela revela: “já existe uma marca londrina interessada em comercializar a peça. Estamos em negociação para que seja posta em prática”.

Modelo usa jaqueta com sensores de captação solar feita por Eduardo Inácio Alves na 8ª edição do Concurso Moda Inclusiva

No endossamento de materiais que tragam mais informações sobre este segmento da moda, existe uma cartilha da 9ª edição do concurso, a qual traz ideias dos participantes, estudos e pesquisas que ilustram o potencial do nicho.  O apoio do material foi realizado pela Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas em Moda – Abepem, que realizou em 2017 o “MoDe” para discutir a Moda e o Design frente aos novos valores econômicos, de criação, produção e difusão por meio da inclusão.

Modelos e participantes da 9ª edição do Moda Inclusiva 

Outra alternativa na disseminação de informações sobre o tema foi a exposição, que aconteceu durante o MoDe, em 2017, em parceria com grandes nomes da moda, como Mario Queiroz e Juliana Jabour, que desenvolveram peças inclusivas, mostrando que é possível aliar design e funcionalidade. A ação foi realizada pela Inclusive - Agência de Promoção da Inclusão- liderada pela publicitária Marcela Pagano.

Estilistas que adptaram criações para exposição durante o MoDe 

Mais uma edição do Concurso Moda Inclusiva está programado para 2018, porém ainda sem data definida. 





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