Moda íntima deve ter discreto crescimento em 2017

19/06/2017

Os setores de moda íntima, praia e fitness no Brasil, em termos agregados, têm sofrido com a crise interna, tanto quanto os demais. Em melhor situação, porém, se mostra a linha íntima, que em 2017 já deve retomar os níveis de produção pré-crise. As informações são do IEMI -Inteligência de Mercado.

“O segmento acompanhou a tendência de todo o setor do vestuário no Brasil, que sentiu os efeitos da queda no consumo interno. Porém, em 2017 já há sinais consistentes da retomada na produção, em especial para o segmento de moda íntima, que deve atingir o maior nível de produção dos últimos quatro anos”, diz Marcelo Prado, diretor do IEMI.

O universo de empresas que participam da produção dos segmentos de moda íntima, praia e fitness, em 2016, somavam 6.937 empresas, cerca de -10,8% abaixo do que o observado em 2014, antes de o setor sentir os efeitos da crise econômica que se instalava no país à época, com o fechamento de mais de 800 unidades de produção, a maioria delas de pequeno porte.

Produção de moda íntima

De acordo com o mais recente estudo do IEMI sobre o mercado de moda íntima, em 2016 foram produzidas 778,9 milhões de peças no Brasil, 0,13% superior a 2015 e foram exportadas 7,6 milhões de peças, com um crescimento de 7,6% em relação às exportações registradas no ano anterior. Do lado das importações, por conta do câmbio e do enfraquecimento do consumo interno, observou-se um grande recuo nos volumes importados, alcançando 48,3 milhões de peças, -43,4% em relação ao volume registrado em 2015. Assim, o consumo aparente brasileiro de moda íntima foi de 819,7 milhões de peças, -4,3% menor em relação a 2015.

Para 2017, as estimativas do IEMI são de que a produção se eleve 3,1% (para 803,1 milhões de peças) e a exportação avance 5,1% (7,96 milhões de peças); a importação deve cair ainda mais, -14,4% (41,3 milhões de peças).

 

*Crédito de imagem: divulgação





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