Abit firma acordo com ABDI para cooperação técnica

03/08/2017

A Abit assinou um convenio com a ABDI para desenvolver estudos, pesquisas e análise de dados para o setor têxtil e de confecção. A ideia é subsidiar a indústria com informações e estatísticas importantes para o planejamento do desenvolvimento produtivo a médio e longo prazos. O compromisso entre as duas instituições foi assinado no final do mês de junho e sua vigência está prevista para três anos.

Para Fernando Pimentel, presidente da Abit, o acordo representa um intercâmbio que facilitará a estratégia das companhias. “Este é o tipo de parceria que colabora para a competitividade da indústria como um todo, sobretudo as do nosso setor. São informações riquíssimas e que proporcionam vantagens aos empreendedores, já que poderão pensam no mercado e no planejamento com dados substanciais”, declarou.

Caetano Ulharuzo, responsável pelo projeto na ABDI, ressalta a importância de pensar o setor sobretudo após duas crises econômicas e internacionais que impactaram em toda a cadeia. “O ano de 2008 reforçou o déficit no comércio exterior da indústria têxtil e de confecções. O aumento da concorrência com os produtos asiáticos foi apontado como a principal preocupação dos representantes do setor, uma vez que essas economias, principalmente a China, têm buscado ajustar-se à retração da demanda dos países desenvolvidos explorando os mercados de países emergentes, como o Brasil”, afirma. Também a crise deflagrada em meados de 2014 foi fortemente sentida com a redução dos postos de trabalho e queda do consumo.

Com base em levantamentos e análises feitas por um grupo de trabalho composto por diversos membros do governo, empresas e entidades de classe, rotas estratégicas e tecnológicas para o segmento foram traçadas com um horizonte ideal de 2023. “As oscilações da economia e do comércio internacional deram outra dinamicidade ao setor, o que nos obrigou a adequar o planejamento à nova conjuntura. Com este acordo de cooperação técnica, revimos o horizonte para 2030 e incluímos outras fontes de pesquisa e conhecimento, como o benchmarking internacional e, principalmente, aspectos da indústria 4.0”, explica Caetano.

 

*Com informações da ABDI





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