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ABIT e parceiros lançam programa
de combate à exclusão social
Em evento no próximo dia 28, no Masp, será
lançado o Programa Carência Zero - resultado
da união entre o setor têxtil e de confecção
e parceiros de diversas áreas.
O Museu de Arte de São Paulo vai sediar este mês
algo inédito e bem diferente das suas concorridas exposições.
No dia 28, o vão livre do Masp será palco de
um desfile que reunirá numa só passarela personalidades
do mundo empresarial, artístico, político, da
moda e celebridades de todo País. Trata-se do lançamento
do Programa Carência Zero, idealizado pela ABIT - Associação
Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção,
que reuniu toda a cadeia do setor com grandes parceiros para
um amplo projeto contra a exclusão social e suas formas
de manifestação: pobreza, analfabetismo, fome,
violência. O charme do desfile será a apresentação
da camiseta oficial do Programa, (produzida com a combinação
de algodão e fibra obtida a partir da reciclagem de
embalagens PET), que será customizada pelas mais renomadas
marcas e estilistas brasileiros. Personalidades estarão
na passarela, vestindo a peça desenvolvida especialmente
para a ocasião por estilistas que - também vestindo
o look básico da camiseta - desfilarão ao lado
de seu modelo.
Depois do lançamento, as camisetas serão distribuídas
em todo País e chegarão ao consumidor em pontos
de vendas e lojas que já se engajaram no Carência
Zero.
Para o desenvolvimento do Programa, a ABIT contou inicialmente
com total apoio do então assessor especial do Presidente
da República e diretor-presidente do Instituto Ethos,
Oded Grajew, para quem o projeto foi apresentado inicialmente.
Para ele, a concretização do Programa é
um grande passo. "A sociedade brasileira possui todos
os recursos necessários - humanos, financeiros, tecnológicos,
econômicos, culturais e patrimoniais - para acabar com
a exclusão social no país. A ABIT está
mostrando exemplarmente que, com vontade política,
competência e a participação de todos,
podemos zerar todas as nossas carências sociais",
diz Grajew.
Parcerias
A formatação final do Programa conta com a parceria
do MESA - Ministério Extraordinário de Segurança
Alimentar e Combate à Fome, da ONG Apoio Fome Zero,
da Rhodia-Ster - empresa do grupo Mossi & Ghisolfi, da
Agência MPM Propaganda, que criou o logotipo e a campanha
de lançamento, de estilistas, marcas, lojas de varejo,
e muitos agentes que ofereceram seus serviços. A gestão
do projeto estará a cargo da Pratike Marketing Business
Mentoring, empresa especializada em consultoria e gestão
de projetos para o Terceiro Setor e responsável pela
coordenação da campanha O Câncer de Mama
no Alvo da Moda. A empresa 3M também é parceira
e desenvolveu especialmente para o Programa uma etiqueta de
autenticidade com a logomarca Carência Zero, que dará
ao consumidor a garantia da camiseta original.
Além da ação das camisetas, o Carência
Zero está estruturado em mais quatro projetos: ação
designers - os estilistas oferecerão peças de
suas coleções, cujo percentual do lucro das
vendas será doado ao Programa (estas peças serão
acompanhadas de um tag com a logomarca Carência Zero);
selo de participação - identificação
dos parceiros do Programa, que poderá utilizar a marca
em suas embalagens; licenciamento - autorização
para desenvolvimento de novos produtos com a logomarca; e
parcerias - identificação das empresas que contribuam
para a Campanha e/ou eventos específicos.
Mostre que você se veste para os outros
Com este slogan, o Programa visa uma plataforma crescente
de produtos, com posicionamento nos mercados interno e externo.
Os recursos arrecadados nas ações têm
destino certo. Primeiramente irão para dois projetos
básicos: a formação de cooperativas de
coleta e reciclagem de embalagens PET e fomento ao primeiro
emprego na cadeia têxtil. A meta do primeiro ano é
arrecadar R$ 3 milhões com estimativa de venda de 400
mil camisetas (o preço da peça básica
é de R$ 29,90, com destinação de R$ 5,00
por unidade para o Programa), 50 peças exclusivas produzidas
pelos estilistas e selo de participação de 20
empresas.
A qualificação e a possibilidade de integração
no mercado de trabalho também são estratégias
fundamentais no escopo do projeto. Para a confecção
de uma camiseta são utilizadas duas embalagens PET;
há uma estimativa de absorção então
de 800 mil garrafas. Calcula-se que cerca de 200 mil famílias
estejam vivendo da captação de recicláveis;
o Brasil já recicla 35% de todo material produzido
a partir da resina do PET. Desta forma, a possibilidade de
geração de empregos com a reciclagem torna-se
muito maior a partir deste projeto. O diretor comercial da
Rhodia-ster (grupo Mossi & Ghisolfi), Reinaldo Kröger,
diz que a principal razão que levou o grupo a apoiar,
desde o primeiro momento, esta iniciativa da ABIT foi a dimensão
do projeto - mobilizar empresas de toda a cadeia têxtil
para um projeto de longa duração e de abrangência
nacional. "E há um outro aspecto: o Carência
Zero tem também uma vertente ecológica. Isso
tem tudo a ver com a M&G, que dispõe de tecnologia,
capacidade produtiva e produto. A nossa fibra - ALYA ECO -
é feita a partir da reciclagem de garrafas PET e está
na composição da malha das camisetas da campanha"
complementa o diretor.
De acordo com o presidente da ABIT, Paulo Skaf, o objetivo
é focar em ações que gerem resultados
no processo de inclusão social e, para isso, a premissa
básica é o estabelecimento de um programa contínuo.
"Vamos envolver e fomentar iniciativas em todos os processos
da cadeia produtiva. Com o Carência Zero todo o setor
estará mostrando sua mobilização e comprometimento
em ações socialmente responsáveis e de
âmbito nacional". Skaf explica que o Programa prevê
também o envolvimento das instituições
que atendem os públicos dos dois projetos básicos,
com o fornecimento de maquinário, qualificação
profissional e a integração no mercado de trabalho.
"Com certeza estamos propiciando condições
de inserção social, tanto em função
da criação de empregos com as cooperativas de
reciclagem, como também na cadeia têxtil e de
confecção, para a qual teremos condições
de qualificar e propiciar condições de produção
para, pelo menos, quatro mil pessoas no primeiro ano",
explica o empresário.
Para Walter Belik, diretor da ONG Apoio Fome Zero, o aumento
da renda das cooperativas de trabalhadores, a partir da demanda
por camisetas feitas com fibras de PET é o ponto inicial
de um processo que visa garantir auto-sustentação
para as comunidades carentes e a ampliação gradativa
da sua atuação. "O fundo criado com a venda
das camisetas e o licenciamento de produtos fomentará
esse processo. Somos parceiros neste projeto por acreditar
que segurança alimentar se conquista com geração
de renda e com inserção social", diz. Belik
afirma que os trabalhadores que vivem da reciclagem de lixo
são prioridade para o Programa Fome Zero e um dos focos
da atuação da ONG. "Desenvolver ações
para resgatar condições dignas de vida a essas
pessoas é o nosso objetivo. A Apoio Fome Zero, cuja
missão é mobilizar as empresas em torno desse
programa, considera esse projeto exemplar e mostra como a
iniciativa privada e o poder público podem trabalhar
juntos no campo da segurança alimentar e cidadania",
completa.
Parceiros, marcas e designers já engajados no Programa
Carência Zero
MARCAS E DESIGNERS :
ELLUS
IÓDICE
M.OFFICER
VR MENSWEAR
TNG
LE LIS BLANC
Y-MAN
SPEZZATO
ALCAÇUZZ
CORI / LUIGI BERTOLLI
ZOOMP / ZAPPING
MIXED
BOB STORE
MERCEARIA
ROSA CHÁ
MARIA BONITA EXTRA
PATACHOU
DUDALINA
BROOKSFIELD
WALTER RODRIGUES
RICARDO ALMEIDA
GLORIA COELHO
REINALDO LOURENÇO
JUM NAKAO
MARUZIA FERNANDES
MAREU NITSCHKE
ANDRE LIMA
LORENZO MERLINO
LINO VILLAVENTURA
ROGÉRIO FIGUEIREDO
ADRIANA BARRA
MARIO QUEIROZ
ALEXANDRE HERCHCOVITCH
FAUSE HATEN
ZOÉ AVELANEDA
INSTITUIÇÕES/ PARCEIROS
RHODIA- STER - M&G
RECIPET - M&G
MASP
VICUNHA
PARAMOUNT
ABRAFAS
PONTO FOCAL
COCAMAR
3 M
VALÉRIO TRABANCO
ANDRÉ FELIPE
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