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ABIT fala sobre a ALCA
No último dia 18 de fevereiro o presidente da ABIT,
Paulo Skaf e o coordenador da área internacional, Domingos
Mosca, apresentaram uma avaliação sobre as negociações
com os EUA e seus reflexos na indústria têxtil
nacional.
Mosca é otimista em relação à
proposta dos EUA de zerar as tarifas de todos os produtos
têxteis e confecções em 5 anos, apesar
dos países do Mercosul terem apresentado uma oferta
conservadora, onde 23 produtos têxteis ficariam livres
de tarifas em 5 anos, 305 em um prazo de 10 anos e 644, acima
de 10 anos. A proposta inicial do Brasil é de que todos
os produtos fossem liberados em 10 anos.
"As negociações não devem gerar
grandes impasses. A resposta dos Estados Unidos foi um bom
contraponto às ofertas que foram levadas ao Panamá
no dia 15 de fevereiro", avalia o coordenador internacional
da ABIT. Já o presidente da associação,
Paulo Skaf, concorda com a disposição americana
para negociação, porém acredita que o
setor têxtil brasileiro deva ser mais agressivo em alguns
produtos e propor, desde que haja reciprocidade, liberação
imediata logo após o início da ALCA em 2006.
Estes produtos incluiriam os da cadeia de algodão,
segmento em que o Brasil é mais competitivo em suas
exportações. O país já exporta
US$ 825 milhões de produtos têxteis para as nações
que formariam a ALCA, sendo que US$ 375 milhões são
vendidos aos EUA. Entre os artigos mais comercializados estão
as camisetas e artigos de têxtil-lar.
Quanto às expectativas sobre as exportações
em 2003, a ABIT está otimista. Segundo Skaf, a previsão
de superávit para o setor é o dobro dos US$
152 milhões registrados no ano passado. Outro fator
que pode auxiliar este processo é o fim das cotas sobre
dez categorias têxteis exportadas para União
Européia.
"As exportações estão sendo beneficiadas
por uma lenta recuperação dos negócios
na Argentina. Os artigos que puxam os ganhos na exportação,
além dos provenientes da cadeia do algodão,
são os produtos de praia" finaliza Skaf.
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